COMO MONTAR UM ROTEIRO PELO SUDESTE ASIÁTICO

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Montar um roteiro pelo sudeste asiático não é tarefa das mais fáceis!

Primeiro porque são muitos lugares para escolher e você acaba ficando perdido e indeciso. Segundo que você tem que pesquisar e definir qual vai ser sua forma de deslocamento entre uma cidade e outra, avaliando alguns critérios.

Pensando o roteiro

Mas vamos começar do começo! E pra isso, é preciso analisar quanto tempo de viagem você tem, já que isso é essencial para determinar o roteiro.

E pensar que lugares você tem vontade de conhecer, porque a não ser que você esteja tirando um período sabático, não vai dar para conhecer tudo de uma vez.

Quais os países mais visitados dessa parte da Ásia?

São eles: Tailândia, Vietnã, Camboja, Laos, Myanmar, Malásia, Filipinas e Indonésia.

O tempo em cada um vai depender de quantas cidades você vai querer visitar. E aí vai ter que rolar pesquisa para que descubra quais são do seu interesse.

Na Tailândia eu recomendo pelo menos 20 dias, no Vietnã, no mínimo 15. Dá para fazer em menos? Dá, mas você não vai ver os principais pontos ou vai ter que ser muita correria.

Se você tiver mais tempo, ainda melhor, pois vai poder conhecer cada país de verdade! Eu fiquei 30 dias na Tailândia e achei ótimo, mas ainda tinha coisa para ver. Já no Vietnã, fiquei 12 dias e já sei que tenho que voltar um dia.

Outra coisa que você deve pensar é numa rota fluida, ou seja, seguindo as ordens dos países para planejar a ordem da sua visitação.

No sudeste asiático, um roteiro clássico e de boa logística é Tailândia, Laos, Vietnã e Camboja (ou na ordem inversa).

O que eu fiz foi Tailândia, Malásia (quando estava no sul da Tailândia voei para Kuala Lumpur e depois voei para o norte tailandês), Laos e Vietnã. O Camboja estava no meu roteiro, mas acabou não rolando dessa vez.

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Petronas Tower – Malásia

Se você quiser incluir Myanmar, a sugestão é encaixá-lo entre Tailândia e Laos, e se quiser ir para os países mais distantes como Filipinas e Indonésia, busque sair de Bangkok ou de Kuala Lumpur, que são os hubs aéreos mais importantes da Ásia e portanto, tem maiores ofertas de voos e preços bons.

Como se deslocar entre os países e as cidades?

Depende do seu tempo, do seu orçamento e do lugar.

Dentro da Tailândia, Laos, Camboja, Vietnã, Malásia e Myanmar você pode escolher tanto avião (forma mais rápida e prática, porém mais cara) quanto o ônibus (mais demorado, porém mais barato).

Nas ilhas tailandesas você vai depender dos ferry boats e você pode comprar os tickets no dia anterior da viagem tanto em agências locais, pela internet ou no seu hostel/hotel. As empresas mais conhecidas e utilizadas são a Seatran e a Lomprayah.

No Vietnã é possível também viajar de trem, e aí você pode comprar tanto online (nesse site ou nesse), quanto nas estações e agências. Filipinas e na Indonésia, seu deslocamento vai depender basicamente de ferry boats, ônibus e avião.

Para reservar ônibus pelo sudeste asiático, eu indico o site Bookaway, mas também dá para comprar em agências locais. No Vietnã tem um passe de ônibus que você compra e pode viajar pelo país de norte a sul, que chama Open Bus.

Ele chega a ir até Siem Riep no Camboja, então é uma boa também para quem planeja ir pro país depois do Vietnã. Você compra o ticket e só precisa agendar no dia anterior da sua viagem para que eles reservem o assento. Esse post do blog Eduardo e Mônica explica direitinho e esse é o site da empresa do Open Bus.

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Sobre o deslocamento de avião, procure sempre as companhias low cost asiáticas, pois o preço será melhor. Anote as mais conhecidas:

Air Asia

Thai Lion Air

Nok Air

Thai Smile Air

Vietjet Air

Vietnam Airlines

Jetstar 

Lao Airlines (não é low cost de verdade, mas os preços são bons)

Cebu Pacific

Garuda Indonesia

Uma dica que sempre dou é pesquisar no site buscador de passagens aéreas Skyscanner, que já uso há anos e agrupa todas essas cias num lugar só!

Além de te mostrar os preços por dia num calendário, então é muito mais fácil de fazer sua pesquisa. Pra mim, é o melhor buscador.

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Viagem aberta ou fechada no sudeste asiático?

Essa região é muito procurada para viagens de ano sabático, ou para viagens de alguns meses, justamente por ser um destino barato e assim, ser possível ficar bastante tempo.

Uma viagem aberta é uma viagem mais solta, com um plano inicial de roteiro, mas sem reservas e por isso, com flexibilidade para mudanças. Tudo tem seu lado bom e ruim e meu conselho é você analisar se possui tempo para uma viagem aberta e se é um estilo de viagem que combina com você.

Vamos começar com as boas notícias!

Na minha percepção, uma viagem pelo sudeste asiático é excelente pra fazer aberta/solta, primeiro porque se descobre muitas coisas novas durante a própria viagem, pelas pessoas que vão cruzando seu caminho. Então com isso, é possível adicionar destinos ao seu itinerário já estando lá.

Segundo que, como você acaba conhecendo muita gente, principalmente se a hospedagem for em hostel, às vezes pode querer reencontrar alguém (romance ou amizade), então ter o plano aberto te permite isso.

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Conheci a Eugenia no Laos e organizamos para nos reencontrarmos no Vietnã. A Patrícia conheceu a Eugenia no Vietnã e me apresentou ela. Fizemos boa parte do Vietnã juntas = )

E por último, as passagens aéreas internas são razoavelmente mais baratas com pouca antecedência, e ônibus e ferries não tem oscilação de preço pela antecedência, então dá pra fazer isso financeiramente falando.

Acho que pra quem quer uma viagem mais experiência e tiver com mais tempo, deve considerar ela mais solta.

E o lado ruim? Bom, eu já falei pra vocês que eu sou muito organizada com minhas viagens, gosto de planejar tudo com antecedência e já sair de casa com tudo reservado, então, deixar tudo solto e reservar voos com dias de antecedência e hostels na noite anterior me traz um pouco de ansiedade.

Fora que com uma viagem solta, praticamente todo dia você tem que pensar no seu próximo passo, pesquisar informações do próximo destino, ler resenha, definir e reservar o hostel/hotel, e isso, depois de um tempo, cansa, já que tem sempre uma preocupação na cabeça.

O outro ponto negativo é que resolver as coisas em cima da hora, pode te custar mais caro (voos) e te deixar na mão (as vezes você está contando com aquela opção, mas tá lotada ou alguma outra coisa que não te permite seguir com o plano).

Pra mim valeu muito a pena! Foi a melhor coisa fazer aberta pra minha experiência, porque pude cortar lugares (como falei antes que cortei o Camboja) e adicionar experiências que eu nem conhecia antes (fiz o slow boat no Laos e fiquei mais tempo em Ninh Binh).

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Chegando para embarcar no slow boat na fronteira entre o Laos e a Tailândia

Sofri um pouquinho com a preocupação sim, mas foi bom também pra exercitar minha característica controladora. Se serve pra você? Isso só você pode responder! Analise tudo que falei, o tempo que você tem disponível (se tem 1 mês só, talvez melhor planejar) e defina! Lembre-se que às vezes é bom experimentar coisas novas!

Pra planejar uma viagem dessas é preciso muita pesquisa, isso é fato. É trabalhoso, mas vale à pena, já que você vai escolher os lugares que realmente deseja conhecer e vai montar uma viagem mais no seu estilo.

Se você não faz ideia de como planejar um roteiro de viagem, clica nesse link para ler o post que ensino tudinho! E nesse link tem um E-BOOK GRATUITO que ensina desde passagens aéreas a escolha de hospedagem.

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Quando devo comprar minha passagem aérea?

Espero que tenham gostado do post e que ele te ajude a organizar essa viagem que é uma viagem dos sonhos!

Beijos,

Flavia Goulart

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Autor: Flavia Goulart

Flavia Goulart é carioca e ama viajar. Hoje com 32 anos, segue o lema “trabalhar pra viajar”, já conheceu 26 países e assim vive feliz da vida!